Dispositivo intrauterino (DIU) e Sistema intrauterino (SIU – também conhecido como DIU medicado ou DIU Hormonal) são sistemas ou dispositivos que devem ser inseridos por médicos, dentro do útero, para impedir a gravidez. Apresentam uma eficácia igual ou superior a 99% e pode permanecer no útero entre 5 a 10 anos, devendo ser retirado até um ano após a última menstruação, na menopausa.
 
Nas décadas de 80 e 90 era comum conhecer casos de mulheres que engravidaram usando o DIU. Isso fez com que o dispositivo intrauterino levasse caísse em desuso. Atualmente, voltou a ser indicado pelos médicos por ser um método contraceptivo livre do risco de trombose que acompanha pílulas, adesivos e anéis anticoncepcionais.
 
Existem dois tipos principais de DIU:
  • DIU de cobre ou DIU Multiload: é feito de plástico, mas revestido somente com cobre ou com cobre e prata;
  • DIU hormonal ou DIU Mirena: contém um hormônio, o levonorgestrel, que é liberado no útero após a sua inserção.
Pode ser colocado após o parto, aborto ou durante o ciclo menstrual. Inclusive é recomendado que seja posto durante a menstruação, pois nesse período o colo está discretamente mais aberto e porque há certeza de que não existe gestação.
 

DIU de cobre

Por não envolver o uso de hormônios, geralmente tem menos efeitos colaterais no resto do corpo, como alterações de humor, peso ou diminuição da
libido e pode ser utilizado em qualquer idade, não interferindo com a amamentação. Pode provocar o aparecimento de menstruações mais longas,
com maior hemorragia e mais dolorosas, apenas em algumas mulheres, principalmente nos primeiros meses após a inserção do DIU.
 
Funciona impedindo que o ovo se fixe no útero, diminuindo a eficácia dos espermatozoides através da ação do cobre, dificultando a fecundação. Este tipo de dispositivo fornece uma proteção durante um período de aproximadamente 10 anos. Se for associado com prata, a duração é de 5 anos.
 

DIU hormonal

Contribui para a diminuição do risco de câncer do endométrio, redução do fluxo de menstruação e alívio das cólicas menstruais. Dessa forma, este tipo é muito utilizado em mulheres que não necessitam de contracepção, mas que estão fazendo o tratamento de endometriose ou miomas, por exemplo.
 
Pela ação hormonal, dificulta as ovulações e impede que o ovo se fixe no útero, espessando o muco do colo do útero de modo a formar uma espécie de tampão, impedindo os espermatozoides ultrapassem, evitando a fecundação. Este tipo de DIU confere uma proteção por um período de até 5 anos. Pode provocar redução do fluxo menstrual, ausência de menstruação ou pequenas saídas de sangue menstrual, chamadas de spotting. Espinhas, cefaleias, dor e tensão mamária, retenção de líquidos, cistos do ovário e aumento de peso também são reações do DIU hormonal.
 

DIU cobre e prata

É o único anticoncepcional intrauterino que combina cobre e prata. Ou seja, o DIU de prata, na verdade, também contém cobre. A combinação da
prata e do cobre tem o intuito de diminuir a fragmentação do cobre no organismo (evento raro), e por isso, o medicamento promete aumentar sua eficácia e diminuir a chance de intensificar o fluxo e cólica menstruais (sintomas comuns nas usuárias do DIU de cobre). Seu formato em Y foi pensado para facilitar sua inserção e remoção, além de ser menor do que o de cobre, o que poderia gerar menos dor na hora de colocar. A duração é de 5 anos.
 

Sistema Intrauterino Liberador de Levonorgestrel (SIU-LNG)

O SIU-LNG possui um reservatório com 52 mg de levonorgestrel, mede 32 mm de comprimento e libera 20 µg (micrograma) de levonorgestrel por dia. Através da membrana de controle o sistema libera o levonorgestrel, que em 15 minutos após a inserção já se encontra circulante no plasma. A taxa de liberação de 20 µg/dia cai ao longo do uso, estabilizando-se em torno de 12 a 14 µg/dia e chega a 11 µg/dia ao final de cinco anos, que é o tempo preconizado de uso do SIU-LNG.
 

Amamentação

Os DIUs são excelentes métodos para mulheres que estão amamentando. Dois estudos demonstraram que mulheres nesta fase apresentam menor índice de complicações com a inserção, dor, sangramento e maior taxa de aderência após seis meses. A qualidade e quantidade do leite não são afetadas.
 

Contraindicações ao uso do DIU:

  • Pacientes com risco de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Mulheres com anormalidades da cavidade uterina, tais como a presença de miomas submucosos ou útero bicorno (malformação uterina que consiste em haver praticamente dois corpos uterinos; dois cornos);
  • Pacientes imunossuprimidas: que têm maior risco de infecção e podem ocasionalmente fazer endocardite bacteriana (infecção nas válvulas do coração).

As contraindicações absolutas ao uso do Diu são:

  • Gestação, sangramento vaginal sem diagnóstico;
  • Infeção pélvica passada ou infeções atuais (do colo uterino, trompas ou útero);
  • Suspeita de doenças malignas.

Vantagens do DIU:

  • É um método prático e de longa duração;
  • Não há esquecimentos de métodos contraceptivos;
  • Não interfere no contato íntimo;
  • A fertilidade retorna ao normal depois da retirada.

Desvantagens do DIU

  • Aparecimento de anemia devido às menstruações mais longas e abundantes que o DIU de cobre pode provocar;
  • Risco de infeção do útero;
  • Se ocorrer uma infecção por transmissão sexual, há maior probabilidade de evolução para uma doença mais grave (doença inflamatória pélvica);
  • Maior risco de gravidez ectópica.

Benefícios não contraceptivos do SIU- LNG

Uma das principais ações do SIU-LNG é a ação local sobre o endométrio, levando à atrofia endometrial com aparecimento de efeitos clínicos
com a amenorreia e/ou oligomenorreia, que o diferencia de usuárias do DIU medicado com cobre.
 

De maneira simplificada, os efeitos benefícos são:

  • Aumento da concentração de hemoglobina;
  • Tratamento eficaz para a menorragia;
  • Alternativa para a histerectomia e ablação endometrial;
  • Previne a anemia;
  • Pode ser utilizado com veículo para terapia de reposição hormonal;
  • Minimiza os efeitos do tamoxifeno sobre o endométrio.
Com esses efeitos não contraceptivos, o sistema de levonorgestrel pode oferecer alternativas ao tratamento da menorragia, da hiperplasia endometrial e da adenomiose. Parece oferecer bons resultados na melhora dos sintomas e do padrão menstrual em mulheres com endometriose e miomas uterinos.
 

Inserção

O procedimento de inserção é simples, rápido e costuma ser realizado no próprio consultório do  médico, sem a necessidade de anestesia geral, porém pode causar um desconforto durante o processo, como uma dor moderada a severa. Sintomas como hipotensão, palidez, bradicardia, taquicardia, sudorese podem ocorrer.
 

Perfuração

A perfuração é a complicação mais severa da inserção dos DIUs, que pode ocorrer através da parede uterina atingindo até a cavidade peritoneal. É diretamente proporcional à habilidade do médico. Uma das principais razões de seu acontecimento é a falha em determinar o tamanho e orientação uterina, o que é particularmente importante em úteros com grande anteversoflexão ou retroversão.
 

DST identificada com a presença DIU

O dispositivo não deve ser colocado em pacientes que têm risco maior de doenças sexualmente transmissíveis: múltiplos parceiros, relações poligâmicas, início precoce das relações. É o comportamento sexual da usuária que determina o risco de infecção. Na suspeita de cervicite por clamídia ou gonococo, deve ser iniciada uma terapia antibiótica para a usuária (e seus contatos sexuais). Se há uma suspeita de DIP (doença inflamatória pélvica), o DIU deve ser retirado depois de tratamento antibiótico. O uso de métodos anticoncepcionais de barreira para a prevenção de DST deve ser aconselhado.
 
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